Por: Carlos Raphael Pedroso e Guilherme Gavlak
A proteção de nascentes é fundamental para a conservação dos recursos hídricos e a manutenção da qualidade ambiental. A degradação dessas áreas, associada à retirada da vegetação nativa e ao uso inadequado do solo, reforça a importância de ações voltadas à recuperação e à conservação desses ambientes (SILVA et al., 2024).
Nesse contexto, entre 2024 e 2026, acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), Campus de Irati, participaram de atividades de extensão voltadas à recuperação de nascentes no município de Irati–PR. As ações foram realizadas em três locais distintos, envolvendo a proteção de nascentes e atividades de conservação ambiental.
Recuperação de nascentes pelo método solo-cimento
O método Caxambu, também associado à técnica de proteção de nascentes com solo-cimento, utiliza uma estrutura de proteção no ponto de surgimento da água, com materiais como pedras, mistura de solo e cimento e tubulações para a condução da água e o escoamento do excedente. A execução adequada busca proteger o afloramento contra a entrada direta de materiais externos e facilitar a captação da água (INSTITUTO EMATER, 2015).
Estudos sobre nascentes protegidas por solo-cimento também investigam as condições ambientais desses locais e a qualidade da água após as intervenções, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre as possibilidades e limitações da técnica (ANTONELI et al., 2025).
As atividades tiveram início em 2024 e continuaram nos anos seguintes, contemplando diferentes espaços do município. Além da proteção dos pontos de surgimento da água, as intervenções incluíram cuidados com o entorno das nascentes, como o plantio de mudas de espécies nativas, conforme as atividades desenvolvidas em cada local.
Essas medidas estão relacionadas à conservação da vegetação e à proteção das áreas de preservação permanente (APPs), cuja proteção é prevista na Lei nº 12.651/2012, que estabelece normas para a proteção da vegetação nativa no Brasil (BRASIL, 2012).
Educação ambiental e extensão universitária
As atividades proporcionaram aos acadêmicos o contato direto com práticas de conservação ambiental, permitindo relacionar os conhecimentos trabalhados em sala de aula aos desafios encontrados em campo. Essa integração contribui para a formação técnica e para o desenvolvimento da responsabilidade socioambiental dos futuros engenheiros ambientais.
A aproximação entre educação ambiental e extensão universitária também favorece a construção de conhecimentos relacionados às realidades sociais e ambientais, fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade (AMARAL; GINDRI, 2022).
Educação ambiental e extensão universitária
As atividades proporcionaram aos acadêmicos o contato direto com práticas de conservação ambiental, permitindo relacionar os conhecimentos trabalhados em sala de aula aos desafios encontrados em campo. Essa integração contribui para a formação técnica e para o desenvolvimento da responsabilidade socioambiental dos futuros engenheiros ambientais.
A aproximação entre educação ambiental e extensão universitária também favorece a construção de conhecimentos relacionados às realidades sociais e ambientais, fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade (AMARAL; GINDRI, 2022).
A realização das atividades em diferentes contextos reforça a importância de iniciativas que associem conhecimento técnico, participação e sensibilização ambiental. Ao vivenciar essas experiências, os estudantes têm a oportunidade de compreender a relevância da proteção das nascentes e de reconhecer seu papel na conservação dos recursos hídricos.
Considerações finais
As atividades realizadas entre 2024 e 2026 demonstram a importância de integrar conhecimento técnico, educação ambiental e extensão universitária na proteção das nascentes. A utilização do método solo-cimento, associada aos cuidados com o entorno, constitui uma estratégia de conservação cuja aplicação deve considerar as características de cada local e as orientações técnicas pertinentes.
Iniciativas como essa fortalecem a formação prática dos acadêmicos e reafirmam o papel da universidade na aproximação entre conhecimento científico e demandas da sociedade, incentivando a disseminação de práticas voltadas à conservação dos recursos hídricos.
REFERÊNCIAS
AMARAL, C. P.; GINDRI, A. L. Interfaces entre Educação Ambiental e extensão universitária. REVES – Revista Relações Sociais, v. 5, n. 1, p. 1–9, 2022. DOI: https://doi.org/10.18540/revesvl5iss1pp13524-01-09e.
ANTONELI, V.; ANTONIO, L. M.; MARTINS, K. G.; SOUZA, K. V. Análise da qualidade da água de nascente em diferentes tipos de uso do solo após recuperação pelo método solo-cimento. Revista de Geociências do Nordeste, v. 11, n. 1, p. 1–11, 2025. DOI: https://doi.org/10.21680/2447-3359.2025v11n1ID37134.
BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 28 maio 2012. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm.
INSTITUTO EMATER. Proteção de nascentes à base de solo-cimento. Elaboração técnica: Alfredo Braz da Costa Alemão. Curitiba: Instituto EMATER, 2015. 20 p.
SILVA, M. A. P.; EVANGELISTA, L. P.; SILVA, W. H. O.; ESPÍRITO SANTO, F. S. Diagnóstico e estratégias para a conservação ou restauração de nascentes em ambientes com ações antrópicas. Ciência Florestal, Santa Maria, v. 34, e71553, 2024. DOI: https://doi.org/10.5902/1980509871553.



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