Fenologia, produtividade e caracterização fisio-química de frutos da Capororoca e da Embaúba

Fenologia, produtividade e caracterização fisio-química de frutos da Capororoca e da Embaúba

Em razão da importância ambiental e econômica das florestas tropicais, há a necessidade de compatibilizar o desenvolvimento ambiental, social e econômico por meio do manejo sustentável. No Brasil, há um grande número de espécies florestais que têm se mostrado boas fontes de nutrientes e que necessitam de pesquisas para atender a demanda das indústrias alimentícias, farmacêutica e cosmética. Este trabalho teve por objetivo avaliar a fenologia, produtividade e características físicas e químicas de frutos de duas espécies, para fornecer subsídios a ações de manejo de produtos florestais não madeireiros em remanescentes florestais. As duas espécies dióicas, Myrsine coriacea (Sw.) R. Br. Ex Roem & Schult. (Capororoca) e Cecropia pachystachya Trec. (Embaúba), foram escolhidas pela abundância na planície litorânea do Paraná e pelo potencial de mercado para os frutos. O estudo foi desenvolvido na Reserva Natural Salto Morato, Guaraqueçaba – PR. A fenologia abordou os indivíduos masculinos e femininos em ambas as espécies. Capororoca apresentou ocorrência de frutos maduros em duas épocas do ano e correlação negativa entre a pré-frutificação e a temperatura. Embaúba não apresentou sazonalidade ou correlação entre fenofases e variáveis climáticas. Na produtividade, o número e a massa de frutos resultaram em 1.012.045 frutos e 22,9 kg para Capororoca e, 426 infrutescências com 15,9 kg para Embaúba. Para a caracterização físico-química foram avaliadas as dimensões dos frutos, massa fresca e seca, sólidos solúveis, pH e acidez titulável. Os resultados demonstraram que Capororoca apresenta 20% de massa fresca no fruto, 4,94° brix e pH de 4,96 na média, enquanto que Embaúba também apresenta 20% de massa fresca, 4,46 °brix e pH de 4,95 na média. A fenologia e produtividade indicam que é possível planejar a produção destes frutos em remanescentes florestais, entretanto, como indica a caracterização físico-química, é necessário implantar um programa de seleção e melhoramento genético para padronizar os frutos e atender às exigências de mercado.

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Abaixo temos imagens das duas espécies dentro da área de estudo: a Embaúba e a Capororoca, respectivamente:

 

 

embauba

capororoca.

Dissertação de mestrado apresentada por Francisco Alberto Putini,

Palavras-Chave: Frutas nativas, produtos florestais não madeireiros, floresta ombrófila densa

 

LCFF

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