{"id":7910,"date":"2012-08-29T12:11:26","date_gmt":"2012-08-29T15:11:26","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/?page_id=7910"},"modified":"2021-10-22T14:17:49","modified_gmt":"2021-10-22T17:17:49","slug":"floresta-ombrofila-mista","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/florersta-ombrofila-mista\/floresta-ombrofila-mista\/","title":{"rendered":"Floresta Ombr\u00f3fila Mista"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\" align=\"center\"><span style=\"color: #008000\"><strong>FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><a class=\"lightbox\" title=\"3-Araucaria-angustif\u00f3lia-Bert.-Kuntze\" href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/3-Araucaria-angustif\u00f3lia-Bert.-Kuntze1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17829 aligncenter\" title=\"3-Araucaria-angustif\u00f3lia-Bert.-Kuntze\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/3-Araucaria-angustif\u00f3lia-Bert.-Kuntze1.jpg\" alt=\"\" width=\"160\" height=\"102\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">A Floresta Ombr\u00f3fila Mista juntamente com a Floresta Ombr\u00f3fila Densa, fazem parte do Bioma Mata Atl\u00e2ntica. A nomenclatura Floresta Ombr\u00f3fila \u201cMista\u201d, \u00e9 pelo fato de haver associa\u00e7\u00e3o entre con\u00edferas e folhosas. H\u00e1 tr\u00eas esp\u00e9cies de con\u00edferas nativas do Brasil, que s\u00e3o: <em>Araucaria angustifolia<\/em> (pinheiro-do-Paran\u00e1), <em>Podocarpus lambertii<\/em> (pinho-bravo) e <em>Podocarpus sellowii<\/em> (pinho-bravo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Seu \u201ccl\u00edmax clim\u00e1tico\u201d encontra-se no Planalto Meridional Brasileiro, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paran\u00e1, em terrenos acima de 500m de altitude, com disjun\u00e7\u00f5es em pontos mais elevados das serras do Mar e da Mantiqueira (VELOSO et al, 1991). Figura 01:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a class=\"lightbox\" title=\"mapa\" href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mapa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7911\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mapa.jpg\" alt=\"\" width=\"739\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mapa.jpg 433w, https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mapa-216x300.jpg 216w\" sizes=\"auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fig. 01: <strong>Distribui\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es vegetais presentes na Regi\u00e3o Sul<\/strong>. Fonte: IBGE; Ano Base 2004, <em>apud <\/em>CORADIN <em>et al <\/em>(2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sua \u00e1rea de ocorr\u00eancia coincide com o clima quente e \u00famido, sem per\u00edodo biologicamente seco, com temperaturas anuais em torno de 18\u00b0C, mas com 3 a 6 meses em que as temperaturas se mant\u00eam abaixo dos 15\u00b0C (IBGE, 1997, citado por CARVALHO, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A \u00e1rea mais t\u00edpica e representativa da Floresta Ombr\u00f3fila Mista, como aqui se conceitua, \u00e9 aquela das altitudes superiores aos 800 metros. Podem-se determinar dois grupos distintos de comunidades: 1) onde <em>A. angustifolia<\/em> se distribui de forma esparsa por sobre bosque cont\u00ednuo, no qual aparecem de forma significativa a imbuia (<em>Ocotea porosa<\/em>), a canela-amarela (<em>Nectandra lanceolata<\/em>), a canela-preta (<em>Nectandra megapotamica<\/em>), a guabirobeira (<em>Campomanesia xanthocarpa<\/em>), e a erva-mate (<em>Ilex paraguariensis<\/em>); 2) onde a <em>A. angustifolia<\/em> forma estrato superior bastante denso sobre estrato composto, basicamente, por canela-lageana (<em>Ocotea pulchella<\/em>), canela-amarela (<em>Nectandra lanceolata<\/em>), canela-guaic\u00e1 (<em>Ocotea puberula<\/em>), pinheiro-bravo (<em>Podocarpus lambertii<\/em>), pimenteira (<em>Capsicodendron dinisii<\/em>), e diversas esp\u00e9cies de Myrtaceae e Aquifoliaceae. (CORADIN <em>et al<\/em>, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Segundo VELOSO <em>et all<\/em>. (1991), a composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica deste tipo de vegeta\u00e7\u00e3o sugere, em face da altitude e latitude do planalto meridional, apresenta quatro forma\u00e7\u00f5es distintas (figura 2):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a class=\"lightbox\" title=\"mp\" href=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mp.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-7912\" src=\"http:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mp.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"406\" srcset=\"https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mp.jpg 800w, https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mp-300x118.jpg 300w, https:\/\/sites.unicentro.br\/wp\/manejoflorestal\/files\/2012\/08\/mp-500x198.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fig. 02: <strong>Perfil esquem\u00e1tico da Floresta Ombr\u00f3fila Mista (Mata-de-Arauc\u00e1ria)<\/strong>. (Fonte: VELOSO <em>et all., <\/em>1991).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA ALUVIAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Esta forma\u00e7\u00e3o ribeirinha ocupa sempre os terrenos aluviais. Al\u00e9m da A angustifolia, tamb\u00e9m encontram-se o <em>Podocarpus lambertii<\/em> e o <em>Drymis brasiliensis<\/em>, esp\u00e9cies t\u00edpicas das altitudes. \u00c0 medida que a amplitude diminui, a <em>A. angustifolia<\/em> associa-se a v\u00e1rios ec\u00f3tipos de Angiospermae da fam\u00edlia Lauraceae, destacam-se os g\u00eaneros: <em>Ocotea<\/em>, <em>Criptocarya<\/em> e <em>Nectandra<\/em>, entre outros de menor express\u00e3o. No Sul do Brasil a Floresta Aluvial \u00e9 constitu\u00edda principalmente pela <em>A. angustifolia<\/em>, <em>Luehea divaricata<\/em>, e <em>Blepharocalyx longipes<\/em> no estrato emergente e pela <em>Sebastiana commersoniana<\/em>, no estrato arb\u00f3reo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA SUBMONTANA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Esta forma\u00e7\u00e3o atualmente \u00e9 encontrada sob a forma de pequenas disjun\u00e7\u00f5es localizadas em v\u00e1rios pontos do \u201cCraton Sul rio-grandense\u201d. Nestas disjun\u00e7\u00f5es os indiv\u00edduos mais pujantes foram retirados e os poucos exemplares remanescentes somente s\u00e3o encontrados no estrato dominado. Assim, o que resta \u00e9 uma \u201cfloresta secund\u00e1ria\u201d, ficando cada vez mais raro encontrarem-se indiv\u00edduos de <em>Araucaria angustifolia<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA MONTANA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Esta forma\u00e7\u00e3o, encontrada atualmente em poucas reservas particulares e no Parque do Igua\u00e7u, na regi\u00e3o Sul, ocupava quase que inteiramente o planalto acima dos 500m de altitude, Por\u00e9m na d\u00e9cada de 50, em grandes extens\u00f5es de terrenos situados entre as cidades de Lages (SC) e rio Negrinho (PR), podia-se observar a <em>A. angustifolia<\/em> ocupando e emergindo da submata de <em>Ocotea pulchella<\/em> e <em>Ilex paraguariensis<\/em> acompanhada de <em>Cryptocarya aschersoniana<\/em> e <em>Nectandra megapotamica<\/em>: ao norte do Estado de Santa Catarina e ao sul do Paran\u00e1, o pinheiro brasileiro estava associado com a imbuia (<em>Ocotea porosa<\/em>). No vale do rio Itaja\u00ed-A\u00e7u, a arauc\u00e1ria \u00e9 associada principalmente a <em>Ocotea catharinense<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA ALTO-MONTANA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Esta floresta est\u00e1 localizada acima dos 1000m de altitude, sendo a sua maior ocorr\u00eancia no Parque do Taimbezinho (RS) e no Parque de S\u00e3o Joaquim (SC), ocupando as encostas das colinas diab\u00e1sicas em mistura com arenitos termometamorfizados pelo vulcanismo cret\u00e1cico que constituiu a Forma\u00e7\u00e3o Serra Geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A composi\u00e7\u00e3o flor\u00edstica da disjun\u00e7\u00e3o de campos do Jord\u00e3o, possivelmente semelhante \u00e0 que outrora existia nos Estados do Paran\u00e1 e Santa Catarina, apresenta a domin\u00e2ncia de <em>A. angustifolia<\/em> que sobressai do dossel normal da floresta. Ela \u00e9 tamb\u00e9m bastante numerosa no estrato dominado, mas a\u00ed associada com v\u00e1rios ec\u00f3tipos, dentre os quais merecem destaque em ordem decrescente os seguintes: <em>Podocarpus lambertii<\/em> (pinheirinho) e v\u00e1rias Angiospermas, inclusive <em>Drymis brasiliensis<\/em> (Winteraceae), <em>Cedrela fissilis<\/em> (Meliaceae) e muitas Lauraceae e Myrtaceae.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p>CARVALHO, P. E. R. <strong>Esp\u00e9cies arb\u00f3reas brasileiras<\/strong>. Paulo Ernani Ramalho Carvalho. \u2013 Bras\u00edlia, DF: Embrapa Informa\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2010. 644p. il. Color. ; (Cole\u00e7\u00e3o Esp\u00e9cies Arb\u00f3reas Brasileiras, v. 4).<\/p>\n<p>CORADIN, L.; SIMINSKI A.; REIS, A. <strong>Esp\u00e9cies nativas da flora brasileira de valor econ\u00f4mico atual ou potencial: <\/strong>Plantas para o futuro \u2013 Regi\u00e3o Sul. Bras\u00edlia: MMA, 2011. 934p. : il. color. ; 29cm.<\/p>\n<p>IBGE. Diretoria de Geoci\u00eancias. <strong>Mapa de vegeta\u00e7\u00e3o do Brasil<\/strong>. 3. ed. Rio de Janeiro, 2004. 1 mapa; 110cm x 92cm. Escala 1:5.000.000.<\/p>\n<p>INSTITUTO DE GEOGRAFIA E ESTAT\u00cdSTCA \u2013 IBGE. <strong>Recursos naturais e meio ambiente<\/strong>: uma vis\u00e3o do Brasil. 2. Ed. Rio de Janeiro: IBGE \u2013 Departamento de Recursos Naturais e Estudos Ambientais, 1997.208p.<\/p>\n<p>LEITE, P. F.; KLEIN, R. M. Vegeta\u00e7\u00e3o. In: IBGE. <strong>Geografia do Brasil<\/strong>: Regi\u00e3o Sul. Rio de Janeiro: IBGE \u2013 Diretoria de Geoci\u00eancias, 1990. p. 113-150. (vol.2).<\/p>\n<p>VELOSO, H. P.; FILHO, A. L. R. R.; LIMA, J. C. A. <strong>Classifica\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o brasileira, adaptada a um sistema universal<\/strong>. IBGE. Rio de Janeiro, RJ. 1991. 124p.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><strong>Classifica\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span> Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/pt.scribd.com\/teresa_curty\/d\/88513828-Classificacao-da-Vegetacao-Brasileira-Adaptada-a-um-Sistema-Universal.\u00a0Acesso em:10\/04\/2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FLORESTA OMBR\u00d3FILA MISTA A Floresta Ombr\u00f3fila Mista juntamente com a Floresta Ombr\u00f3fila Densa, fazem parte do Bioma Mata Atl\u00e2ntica. A nomenclatura Floresta Ombr\u00f3fila \u201cMista\u201d, \u00e9 pelo fato de haver associa\u00e7\u00e3o entre con\u00edferas e folhosas. 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