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	<title>magnetismo &#8211; Grupo PET Física &#8211; UNICENTRO</title>
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		<title>Magnetismo que dá nos Nervos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bárbara]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Apr 2016 10:30:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[frequencia eletrica]]></category>
		<category><![CDATA[magnetismo]]></category>
		<category><![CDATA[radiofrequencia]]></category>
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					<description><![CDATA[Por: Maycol Szpunar             Desde que Luigi Galvani aplicou corrente elétrica numas pernas de rãs, no fim do século XVIII, os médicos e pesquisadores sabem que os nervos são condutores de corrente elétrica. Em meados &#8230; <a class="more-link" href="https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/2016/04/15/magnetismo-que-da-nos-nervos/">Continuar lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right">Por: Maycol Szpunar</p>
<p style="text-align: justify">            Desde que Luigi Galvani aplicou corrente elétrica numas pernas de rãs, no fim do século XVIII, os médicos e pesquisadores sabem que os nervos são condutores de corrente elétrica. Em meados do século XIX, Maxwell estabeleceu a inter-relação entre eletricidade e magnetismo. Desde então, cientistas têm buscado um meio prático e confiável para medir o magnetismo gerado pela rede elétrica do sistema nervoso. Um novo tipo de detector está nascendo nos laboratórios da Dinamarca e parece ser o graal do biomagnetismo.</p>
<p style="text-align: justify">              O magnetismo dos seres vivos nem sempre foi visto com bons olhos pelos cientistas. Alguns anos antes de Galvani, Franz Mesmer [1734-1815] percorria a Europa fazendo apresentações de um suposto magnetismo animal. Apesar do grande impacto junto ao público — que nos rendeu termos como mesmerismo e mesmerizar (pode ser entendido como estagnar ou magnetizar) — Mesmer nunca convenceu a comunidade científica pelo simples fato de que era praticamente impossível medir qualquer traço de magnetismo em seres vivos. Antes da rã de Galvani [1737-1798] e do eletromagnetismo de James Clerk Maxwell [1831-1879] sequer havia base teórica para tanto.</p>
<div id="attachment_1655" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig2-3.jpg" rel="attachment wp-att-1655"><img fetchpriority="high" decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1655" class="size-medium wp-image-1655" src="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig2-3-300x300.jpg" alt="Figura 1 - Mesmer (esq.), propôs uma espécie de magnetismo animal, variante das teorias do fluido vital de então. Galvani (centro) comprovou a condutividade elétrica dos nervos. Maxwell (dir) demonstrou matematicamente que magnetismo e eletricidade são interdependentes." width="300" height="300" srcset="https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig2-3-300x300.jpg 300w, https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig2-3-150x150.jpg 150w, https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig2-3.jpg 311w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-1655" class="wp-caption-text">Figura 1 &#8211; Mesmer (esq.), propôs uma espécie de magnetismo animal, variante das teorias do fluido vital de então. Galvani (centro) comprovou a condutividade elétrica dos nervos. Maxwell (dir) demonstrou matematicamente que magnetismo e eletricidade são interdependentes.</p></div>
<p style="text-align: justify">             Caído em total descrédito, o estudo do magnetismo dos seres vivos só seria revivido no século XX, após a descoberta dos raios catódicos e do osciloscópio. Tais técnicas revolucionaram o entendimento do sistema nervoso, confirmando que o modo como os nervos conduzem seus sinais podem ser indicadores, desde de intoxicações, a doenças como a esclerose múltipla. Mesmo assim, o estudo do magnetismo nervoso se revelou bastante limitado. Medições por osciloscópio exigem a aplicação de agulhas nos nervos, o que obviamente altera a corrente elétrica e seu consequente campo magnético.</p>
<div id="attachment_1654" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig1-16.jpg" rel="attachment wp-att-1654"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1654" class="size-medium wp-image-1654" src="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig1-16-300x140.jpg" alt="Figura 2  - (a) Esquema experimental. Luz de prova alongo do eixo z. Divisor de feixe polarizado (PBS) de meia-onda plana λ/2, e fotodetector diferencial são componentes do detector de polarização. (b) O princípio do magnetometro se baseia na amplitude." width="300" height="140" srcset="https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig1-16-300x140.jpg 300w, https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig1-16-500x233.jpg 500w, https://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2016/04/fig1-16.jpg 602w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></a><p id="caption-attachment-1654" class="wp-caption-text">Figura 2 &#8211; (a) Esquema experimental. Luz de prova alongo do eixo z. Divisor de feixe polarizado (PBS) de meia-onda plana λ/2, e fotodetector diferencial são componentes do detector de polarização. (b) O princípio do magnetometro se baseia na amplitude.</p></div>
<p style="text-align: justify">                  A aplicação de radiofrequências sob intensos campos magnéticos — técnica desenvolvida nos anos 1970 e 1980, conhecida como ressonância magnética ou MRI — permitiu grandes avanços com o imageamento de tecidos <em>in vivo</em>. No entanto, qualquer traço de magnetismo emitido pelos nervos acabava inteiramente ofuscado pelos grandes campos magnéticos da MRI.</p>
<p style="text-align: justify">              Os campos magnéticos gerados pela passagem de um sinal elétrico por um nervo só puderam ser medidos a partir dos anos 1980, com os chamados magnetômetros SQUID (superconducting quantum interference devices). Nesse instrumento, o nervo passa pelo interior de uma pequena bobina. Por si só, isso já dificulta a medição in vivo, pois é preciso expor o nervo e tirá-lo do lugar. Pior: os magnetômetros SQUID funcionam a base de supercondução — o que significa que eles têm que ser extremamente resfriados. Ainda que tenha sido aperfeiçoado, o sistema SQUID está longe de ser uma técnica de aplicação simples e barata.</p>
<p style="text-align: justify">                 Os neurocientistas continuam precisando de um meio para medir campos magnéticos de forma não-invasiva, a temperatura ambiente e barata. Que tal usar <em>laser</em>? Os propositores dessa abordagem são Kasper Jensen e seus colegas da Universidade de Copenhagen, na Dinamarca.</p>
<p style="text-align: center"><strong>Galvani com lasers</strong></p>
<p style="text-align: justify">              Jensen e sua equipe construíram um sensor que usa laser para detectar o campo magnético de maneira indireta — pelo efeito que o magnetismo causa em átomos de césio gasoso. Quando são magnetizados, esses átomos podem polarizar uma luz. Os chamados magnetômetros ópticos tem se mostrado bastante sensíveis e precisos — apesar de algumas limitações como as causadas pelo ruído quântico da luz.</p>
<p style="text-align: justify">               Teoricamente, um magnetômetro a <em>laser</em> pode detectar campos emitidos por nervos situados a alguns milímetros de distância. Assim, esses sensores poderiam ser aplicados sobre a pele, sem a necessidade de expor (ou furar) nervos. Outras vantagens é que eles funcionam muito bem à temperatura ambiente (ou do corpo) e são bastante pequenos (com poucos milímetros de largura).</p>
<p style="text-align: justify">             Embora não tenham inventado esse tipo de detector, o que Jensen <em>et. al.</em> fizeram foi levá-lo aos limites de seus efeitos quânticos numa aplicação biológica. O dispositivo foi testado detectando os campos magnéticos gerados por nervos ciáticos de sapos a poucos milímetros de distância.</p>
<p style="text-align: justify">           Os resultados, publicados na plataforma <em>arXiv.org</em>: foram detectados campos na ordem de picoTesla de intensidade. Medições ainda menores são teoricamente possíveis. Para efeito de comparação, o campo magnético da Terra é da ordem de dezenas de microTesla (cerca de mil vezes mais intenso). Além da intensidade, o sensor de Jensen ainda mede o formato do campo magnético e suas variações de acordo com diferentes estímulos, tudo em tempo real.</p>
<p style="text-align: justify">             A aplicação em seres humanos ainda não foi testada, mas isso é questão de tempo. Segundo os pesquisadores, “o magnetômetro é perfeito para diagnósticos em áreas fisiológicas/clínicas como cardiografia de fetos, respostas sinápticas na retina e magnetoencefalografia”. Outra possibilidade seria o estudo da interação entre campos magnéticos e sistema nervoso nos animais capazes de detectar o magnetismo do planeta (como os pombos).</p>
<p style="text-align: justify"><strong>             Referências:</strong></p>
<p style="text-align: justify">Texto retirado e editado do blog “Science Blogs Brasil”&lt;<a href="http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2016/03/magnetismo-que-d-nos-nervos/">http://scienceblogs.com.br/hypercubic/2016/03/magnetismo-que-d-nos-nervos/</a>&gt; acessado em Março de 2016.</p>
<p style="text-align: justify">Mais informações vide artigo: “<strong>JENSEN, Kasper </strong><em>et. al.</em><strong> <strong>Non-invasive detection of animal nerve impulses with an atomic magnetometer operating near quantum limited sensitivity”</strong> (vide arxiv.org).</strong></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">
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