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	<title>mulheres na ciência &#8211; Grupo PET Física &#8211; UNICENTRO</title>
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		<title>Relação entre Ciência e Gênero</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2015 13:55:08 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">     Onde estão as mulheres na ciência? Quando pensamos na história da ciência, logo, percebemos o quão invisível é a participação e o reconhecimento das cientistas nos diversos campos das atividades científicas. Por exemplo, você conhece alguma cientista que fez algo excepcional, ou mesmo consegue lembrar o nome de alguma cientista? Uma das exceções é Marie Curie, que nos dias de hoje é reconhecida, mas no período em que viveu encontrou diversas dificuldades ao tentar se fazer ser ouvida pela comunidade científica da época, pelo fato de ser mulher.</p>
<p style="text-align: justify">     Marie Skloqowska Curie, nasceu no atual território da Polônia em 1867 e estudou química e física na França, pois em seu período, as mulheres não podiam frequentar universidades dentro do Império Russo. Dedicou sua vida pesquisando radioatividade, descobrindo dois elementos químicos: o rádio e o polônio. Recebeu dois prêmios Nobel. O primeiro de Física, dividindo com seu marido Pierre Curie, pelas pesquisas sobre radiação, em 1903. O segundo em química, no ano de 1911, pela descoberta do elemento rádio.</p>
<div id="attachment_933" style="width: 193px" class="wp-caption aligncenter"><a href="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2015/07/imagem-I.jpg"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-933" class="size-full wp-image-933" src="http://sites.unicentro.br/wp/petfisica/files/2015/07/imagem-I.jpg" alt="Figura 1 - Marie Curie. Figura Livre." width="183" height="218" /></a><p id="caption-attachment-933" class="wp-caption-text">Figura 1 &#8211; Marie Curie. Figura Livre.</p></div>
<p style="text-align: justify">     Ela enfrentou as dificuldades impostas na época e mesmo assim, especialmente a crença corrente no período que mulheres não poderiam produzir conhecimento e conseguiu fazer ciência, se tornando exemplo para outras mulheres ingressarem no universo científico. Uma destes casos foi sua filha, Irène Joliot-Curie que trabalhou com o marido, Frédéric Joliot, nos campos de estrutura do átomo e da física nuclear, descobrindo a radioatividade artificial e comprovando a estrutura do nêutron. Estudos esses que trouxeram mais um Prêmio Nobel para a família Curie.</p>
<p style="text-align: justify">     Na contemporaneidade, por incrível que pareça, ainda é possível ver que as questões de gênero predominam sobre o mundo intelectual e científico. Podemos comparar o número de mulheres na carreira acadêmica, que é infimamente menor que o número de homens. Analisamos o distanciamento das mulheres da ciência, ainda na infância, comparando a distinção que há nos brinquedos infantis ‘para meninas’ e ‘para meninos’. Ou seja, desde pequenas as mulheres são inseridas em campos simbólicos distantes, que mais tarde refletem tanto nas escolhas, quando no processo de aceitação pela família e a própria sociedade. Assim, não se trata apenas de superar os constrangimentos criados, mas de reinventar a atividade. A questão da objetividade da atividade se confunde com a postura em direção à superação dos obstáculos.</p>
<p style="text-align: justify">     Vários intelectuais afirmam que a problema das mulheres na ciência está no fato delas não serem tão racionais quanto os homens. Porem, isso não é uma predisposição biológica, onde a caracterização genética prevalece na personalidade e emocional do sujeito. Percebemos no comentário do Premio Nobel, Tim Hunt, que afirma: “três coisas acontecem quando elas estão no laboratório: Você se apaixona por elas, elas se apaixonam por você e, quando as criticamos, elas choram”, a visão predominante sobre a mulher como um ser sensível, sexual e fraco. Contudo, estudos de gênero desenvolvidos em vários campos vêm compreendendo que estes aspectos são construções culturais, pois em geral, as meninas são educadas socialmente para serem assim.</p>
<p style="text-align: justify">     Por fim, retomando o exemplo de Marei Curie, que além das muitas dificuldades de apresentar seus resultados obtidos em suas pesquisas, teve após a morte do marido, origens e a vida sexual contestada pela sociedade. A reflexão que se faz é quando a ciência e o modo de aceitar as mulheres dentro da ciência avançarão em níveis iguais? As mulheres não têm que pedir permissão para dominar um laboratório e tomar a frente em pesquisas. Se as mulheres fazem ciência, é porque têm que fazer ciência. No fim, grande parte dos homens tem medo de alterar as relações sociais e suas formas de poder, sendo que preferem continuar a reprodução deste pensamento de exclusão feminina, pois sabem que estas podem produzir tanto quanto eles e sentem medo de perder seu lugar no mundo científico.</p>
<p style="text-align: justify">Autora: Alaine Gomes</p>
<p style="text-align: justify"><strong>     Fontes:</strong></p>
<p style="text-align: justify">     MCGRAYNE, Sharon Bertsch. Mulheres que ganharam o prêmio Nobel em Ciências. Ed. Marco Zero, 1995</p>
<p style="text-align: justify">     PUGLIESE, Gabriel. Um sobrevôo no &#8220;Caso Marie Curie&#8221;: um experimento de antropologia, gênero e ciência. Rev. Antropol., São Paulo , v. 50, n. 1, p. 347-385, June 2007 .</p>
<p style="text-align: justify">     COSTA, Maria Conceição da. Ainda somos poucas: exclusão e invisibilidade na ciência. Cad. Pagu, Campinas , n. 27, p. 455-459, Dec. 2006</p>
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