Foto 3– Detalhe da flor sendo polinizada, abelha (Apis mellifera)
Foto 5- Detalhe do tronco
Família: Sapindaceae
Nome científico: Sapindus saponaria L.
Sinonímia botânica: Sapindus indica Poir., Sapindus marginatus WIlld., Cupania saponaria Pers.
Nome popular: sabão-de-soldado, pau-de-sabão, saboneteira, sabão-de-macaco.
Nomes populares em outros países: Argentina palo jabón; México, jaboncillo; e no Paraguai, jeky ty.
DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE:
Espécie arbórea, perenifólia, espécie secundária inicial ou clímax exigente em luz (OLIVEIRA-FILHO et al., 1995) Sua altura atinge até 17 metros e seu diâmetro até 80 cm. O nome genérico Sapindus vem do latim sapo (sabão) e indicus (indico), e saponaria de sabão.
Folhas: compostas alternas paripenadas, com 2 a 6 pares de folíolos opostos ou alternos. Sua margem é inteira com ápice acuminado com base aguda ou obtusa, as folhas tem odor de carne seca.
Flores: unissexuais e hermafrodita, variando de branca a amareladas ,com flores masculina mas numerosas e perfumadas as femininas perfumadas e actinomorfas situadas na mesma inflorescência que ocorrem em panículas amplas e terminais, com tricomas amarelados ou coriáceos.
Fruto: esquizocárpicos que forma uma baga multiglobosa, amarelada a marrom roxa, contém apenas uma semente.
Floração: março a abril.
Frutificação: julho a dezembro
Vetor de polinização: abelhas destacando-se a abelha-tiúba-do-maranhão (Melipoma compressipes fasciculata) (KERR et al., 1986- 1987).
Dispersão de frutos e sementes: zoocórica, quiropterocoria por morcegos (GUARIM NETO et al.,2000)
Sistema sexual: espécie monoica (PENNINGTON; SARUKHAÁN,1998; FERRUCCI et al., 2009).
Ocorrência: Acre, Bahia, Espirito Santo, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato-Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná.
Medicinal: seu extrato da casca, da raiz e dos frutos ou xarope é usado na medicina popular como calmante , adstringente, diurético ,antitussígeno, expectorante tônico e depurativo do sangue ( BERG,1986)
Recomenda-se precaução para o uso da planta para fins medicinais, devido as suas propriedades tóxicas (Correia,1926)
AS PLANTAS AQUI REFERIDAS SÓ DEVEM SER UTILIZADAS COM ORIENTAÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE!
Bibliografia consultada.
Carvalho, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras / Paulo Ernani Ramalho Carvalho. -Brasília, DF: Embrapa informações Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Florestas, 2014. 634 p. Il color; (Coleção espécies Arbóreas, v.5).
POTT, POTT, V.J. Plantas do Pantanal / Arnildo Pott e Vali J. Pott; Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal.- Corumbá, MS: EMBRAPA-SPI, 1994 320P.
Olá,essa especie tem boa resistencia a geadas fortes?
Toda espécie nativa deve ser plantada depois das geadas quando nova não é resistente a geadas. Gerson Luiz Lopes
Shampoo e sabão são de preparo fácil a partir dos frutos e o preço de venda parece compensador. Grato!
Como consigo uma muda?
Nadja deve procurar na internet é uma planta de rara ocorrência nunca vi muda nos viveiros que fui. Gerson Luiz Lopes
Temos mudas desta espécie. Consulte em http://dispersores.org/wp/viveiro-florestal/
Em resposta Diego, procurem mudas nos dispersores Gerson Luiz Lopes
Como é a raiz desta arvore. Tenho uma na calçada, e o vizinho diz que está levantando a calçada dele.
Na Região de Curitiba ela é usada na arborização urbana sem problemas. Gerson Luiz Lopes
Sim, levanta a calçada tenho uma arvore na frente de casa e tanto a calçada como garagem levantaram depois de alguns anos, principalmente no entorno da arvore cerca de 1,5 metros. Porém estabiliza.
Obrigado a resposta do visitante. Gerson Luiz Lopes