Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) ipê-amarelo-miúdo

Foto 1 – Detalhe das folhas frente e verso e sementes.Vespa

Foto 2 – Detalhe das flores.Ipê-amarelo 02

Foto 3 – Detalhe das flores.Sanhaço

Foto 4– Sanhaço-azul (Tangara sayaca Linnaeus,1766). Beija-flor

Foto 5– Beija-flor-de-fronte-violeta. Thalurania glaucopis (Gmelin,1788)Foto 6- Detalhe da mamangava.

Foto 7-Eupetomena macroura (Gmelin 1788), beija-flor-tesoura

Foto 8– Tronco cilíndrico, com casca de cor acinzentada e fissurada, descamando em placas .

Família: Bignoniaceae.

Nome científico: Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex  DC.) Mattos

Sinonímia botânica: Tabebuia chrysotricha (Mart. ex DC.) Standl.

Nomes populares: Ipê-dourado (RNC), ipê-amarelo, ipê-tabaco, ipê-amarelo-miúdo

Nomes populares em outros países: Inglaterra;  trumpet tree.

Origem do nome  da espécie: Handroanthus em homenagem ao botânico brasileiro Oswaldo Handro (1908-1986)

DESCRIÇÃO DA ESPÉCIE

Árvore decídua, heliófita,espécie  secundária tardia (FERRETTI et al .,1995) . Sua altura atinge até 20 m e seu diâmetro 35 cm.

Folhas: opostas cruzadas pilosas, com 3 a 7 folíolos, pecíolo médio, obovados apiculado no ápice e obtuso na base.C om 3 a 11 cm de comprimento por 2 a 6 cm de largura.

Flores:  inflorescência em tirso ou fascículo muito curto apresenta flores subsésseis ou com pequeno pedicelo. O cálice tubular apresenta cinco lobos irregulares, vilosos de cor amarela.

Fruto: cápsula linear,cilíndrica deiscente, com até 35 cm de comprimento e até 2 cm de largura. Suas sementes  são aladas.

Floração: Julho/Agosto.

Frutificação: Setembro/Outubro.

Sistema sexual: monoica.

Polinização: abelhas, vespas, mamangavas, foi verificada em Irati-PR a presença de beija-flores, e o sanhaço-azul alimentando-se das pétalas e sépalas.

Dispersão: anemocórica (pelo vento)

Ocorrência: Estados litorâneos desde o Maranhão até o Rio Grande do Sul (BACKES & IRGANG, 2003).

Paisagístico: Espécie muito usada na arborização urbana, devido á beleza de suas flores.

Apícola: as flores do ipê-amarelo-miúdo são melíferas ( BRANDÃO et al., 1993b; BASTOS; BRANDÃO,1994).

Utilização: construção civil em obras expostas ou externas, cabos de ferramentas, carpintaria, marcenaria, dormentes, esquadrias, forros, vigas. Mourões, móveis, postes e tabuados.

Bibliografia consultada

CARVALHO, P.E.R. Espécies arbóreas brasileiras. Coleção Espécies Arbóreas Brasileiras, vol. 2.  Brasília, DF: Embrapa informações Tecnológica; Colombo, PR: Embrapa Floretas, 2006.627 p..

CORADIN, L; ALEXANDRE,S; ADEMIR,R. Espécies nativas da flora brasileira de valor econômico atual ou potencial: plantas para o futuro-região sul. Brasília:MMA, 2011. 934p.

CARVALHO, P.E.R.; ZELAZOWSKI, W.H.;  LOPES, G.L. Comparação entre espécies arbóreas leguminosas e não leguminosas, em arboreto, em Santa Helena, PR. Colombo: EMBRAPA-CNPF, 1999. 2 p. (EMBRAPA-CNPF. Pesquisa em andamento, 17). Biblioteca(s):AI-SEDE (FL 08518-CNPF EMB); CNPF (FL PA0017 UMT).

Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Registro Nacional de Cultivares RNC. Disponível em: http://extranet.agricultura.gov.br/php/proton/cultivarweb/cultivares_registradas.php Acesso em: 21/10/2011.

4 pensou em “Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) ipê-amarelo-miúdo

  1. tem certeza que essa espécie é conhecida também por ipê-tabaco? porque pesquisei aqui e ipê-tabaco aparece como nome popular para Zeyheria tuberculosa…

    • Jai em Pernambuco é conhecido como Ipê-tabaco e vários outros nomes em outros Estados da Federação, por isso tem o nome científico, sigo uma das Referência Bibliográfica que é uma das melhores do Brasil agora nome popular não se discute, Gerson Luiz Lopes

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